O poder da Palavra de Deus
Virginia Stopfel
"Verdade", o tema da Lição Bíblica da Ciência Cristã da semana de 18 a 24 de janeiro, é o fundamento da nossa compreensão a respeito do modo pelo qual Deus opera na experiência humana. Conforme essa Lição esclarece, a lei e a Palavra de Deus são fundamentais à vida diária, e Seu caráter é a rocha sólida da Verdade (ver Deuteronômio 32:4, citação 2).
A Leitura Alternada, extraída do Salmo 119, contém vários termos que ilustram a autoridade e a força da Verdade: palavra, mandamentos, lei, preceitos, testemunhos e juízos. Cada um desses aspectos específicos de Deus é precedido por “teu” ou “teus”, e é seguido por uma ilustração do que Deus realizou na vida do Salmista. Isso também é verdadeiro para cada um de nós hoje.
Talvez fosse útil considerar que a primeira citação da Bíblia não tem nada a ver com a questão do tempo. “No princípio” é a maneira de João dizer que a Palavra de Deus sempre existiu em Sua presença. O significado que o Velho Testamento atribuía à palavra é “a força criativa que traz todas as coisas à luz”. Os primeiros seguidores de Jesus tinham conhecimento disso e reconheciam o paralelo que havia entre o prólogo para o Evangelho de João (João 1:1-18) e a atividade criadora de Deus apresentada em Gênesis 1.
Os profetas do Velho Testamento eram especificamente “chamados” a atender à Palavra de Deus. Na primeira seção da Lição, lemos que a “palavra do Senhor” disse a Elias para ir até uma viúva em Sarepta. Enquanto ele esteve ali, o filho da senhora morreu e Elias o restaurou à vida. Aparentemente, a mãe tinha algumas dúvidas quanto à capacidade de Elias de ressuscitar a criança (ver 1 Reis 17:8-24). Ciência e Saúde comenta: “Os mortais tentam crer na Verdade, sem compreendê-la; no entanto, Deus é Verdade” (p. 312, citação 1). A mulher certamente desejava crer no que Elias lhe dissera. Quando viu seu filho vivo, ela reconheceu que a “palavra” na boca de Elias era a verdade, a qual realmente tinha o poder da presença de Deus.
O versículo de abertura da Seção II (João 1:5, citação 6) é uma continuação da declaração anterior (versículos 1, 3, citação 1) de que a Palavra sempre existiu. Agora a Palavra é apresentada como luz e contrasta com as trevas. João deseja que compreendamos que a Palavra está associada a Gênesis 1:3, o primeiro ato criador de Deus, ou seja, a luz! João Batista é testemunha da Luz eterna, a Palavra, o Cristo expressado por meio de Jesus em seu ministério e em suas curas. O significado da percepção de João está expresso na citação correlativa de Ciência e Saúde: “A Verdade divina tem de ser conhecida por seus efeitos sobre o corpo, assim como sobre a mente, antes que a Ciência do ser possa ser demonstrada” (p. 350, citação 6). Essa passagem também aponta para a compreensão que Jesus tinha acerca de seus ensinamentos e de sua missão de cura, tanto para sua própria época como para nós hoje: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida” e “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço” (João 14:6, 12, citação 8).
Jesus fazia uso do cenário da vida diária para corroborar seus ensinamentos. Sabendo que muitos dos seus ouvintes eram agricultores que sabiam que a semente não deveria ser desarraigada, ele utilizou a ilustração do joio no meio do trigo para demonstrar que o bem e o mal, a verdade e o erro, são opostos que nunca se misturam em sua essência (ver Mateus 13:24-43, citação 10). Ciência e Saúde explica: “A crença mortal (o sentido material da vida) e a Verdade imortal (o sentido espiritual) são o joio e o trigo, os quais o progresso não une, porém separa” (p. 72, citação 12). “O temporal e o irreal nunca tocam o eterno e o real”, diz a próxima citação da Lição. É a Ciência divina que produz a separação: “...pela compreensão de que Deus está sempre presente e de que o homem reflete a semelhança divina” (p. 300, citação 13).
No relato da Seção IV, um homem possesso que foi ao encontro de Jesus precisava que o joio fosse separado do trigo em sua vida (ver Marcos 5:2-15, citação 13). Jesus fez exatamente isso, curando-o. Como diz Ciência e Saúde: “Jesus pacientemente persistiu em ensinar e demonstrar a verdade do ser” (pp. 136-137, citação 14). A “verdade do ser” que ele demonstrou por meio dessa obra de cura é que nós não somos ao mesmo tempo espirituais e materiais. Jesus eliminou (queimou o joio) o conceito “...de poder a matéria, o cérebro, controlar ou transtornar a mente” (p. 414. citação 16). Privada de qualquer suposto poder, a confusão mental do homem desapareceu. Simbolicamente, os porcos na história representavam tudo que era impuro, profano, dessemelhante de Deus, tais como os “espíritos imundos”. Ciência e Saúde observa: “As Escrituras parecem frisar que Jesus fez com que o mal se visse a si mesmo e assim se destruísse” (p. 411, citação 15). Era o desejo dos demônios destruírem a si mesmos. Nada podia "tocar [o homem] eterno e real" da criação de Deus.
Tais curas confirmam que o poder da Palavra impulsionava a carreira de Jesus. É através da verdade que ele ensinava que nós sentimos o poder da Palavra de Deus nos dias de hoje em nossa própria experiência.
Ginny Stopfel dá aulas no Bible Study Seminars. Ela vive em Rockport, Massachusetts.



