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A única fonte inteligente

A Leitura Alternada da Lição Bíblica da Ciência Cristã da semana que vai de 15 a 21 de fevereiro, intitulada “Mente”, começa assim: “...o Senhor, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas” (Salmos 18:28). Quando era estudante, orei muitas vezes para compreender melhor a Deus como Mente divina, ou seja, como minha fonte de inteligência. Entretanto, enquanto estudava esta Lição, descobri que ela expande esse conceito de Deus ainda mais. Na Seção I, Ciência e Saúde explica como a compreensão espiritual nos revela que “...tudo é Mente, e que a Mente é Deus, onipotência, onipresença, onisciência — isto é, todo o poder, toda a presença, toda a Ciência” (p. 275, citação 1).

Um aspecto da compreensão de Deus como Mente é o da cura que ela traz para a vida das pessoas. Jesus demonstrou isso perfeitamente. Na citação 11 da Bíblia, encontramos o relato em Marcos de quando Jesus curou a senhora que sofria de hemorragia. Ela havia despendido todo o seu dinheiro com médicos, sem, contudo, melhorar. A senhora tentou abrir caminho por entre a multidão e, vindo por trás dele, tocou as vestes de Jesus. Ele sentiu que esse era mais do que um contato físico e perguntou quem havia lhe tocado. Quando a senhora prostrou-se diante dele, contou-lhe o que havia acontecido e que fora curada, Jesus disse-lhe que a fé a havia curado. Alguns estudiosos, tais como Pheme Perkins, no New Interpreter’s Bible Commentary (Comentário Bíblico – Nova Interpretação) considera essa história como uma das que separam Jesus dos outros fazedores de “milagres”, devido ao imediatismo da cura. Ciência e Saúde oferece esta ideia chave: “Quando o homem é governado por Deus, a Mente sempre presente que compreende todas as coisas, o homem sabe que para Deus tudo é possível” (p. 180, citação 21). Isso explica que não foi tanto um poder que Jesus possuía em si próprio o que lhe permitiu operar aquela cura, mas, ao contrário, era a compreensão que ele tinha do fato de que era governado pela Mente e, como tal, expressava o poder dessa única inteligência infinita.

No segundo capítulo de Lucas, encontramos outro relato da vida de Jesus, o qual mostra que o acesso à Mente infinita não depende da idade. Quando Jesus tinha apenas 12 anos, seus pais, Maria e José, o encontraram sentado no meio dos “doutores” judeus, participando de um importante debate. A palavra grega para “doutor”, didaskalos, também pode ser traduzida como “professor”. O termo é usado para descrever alguém que é especialista em seu campo de conhecimento, ao invés de significar apenas um médico. Jesus não somente ouvia a esses estudiosos, mas tinha a capacidade de participar do debate, a ponto de aqueles que o ouviam muito se admirarem de sua inteligência (ver Lucas 2:47, citação 8). A Mente provia a Jesus com o que ele necessitava a cada fase de sua vida e ministério, porque ele sempre tratava “dos negócios de seu Pai” (ver Ciência e Saúde, p. 52, citação 13).

Na Seção II, lemos o relato sobre o rei Salomão e a provisão da Mente para ele. Logo no início de seu reinado em Israel, Salomão achou-se no seu limite. Seu pai, o rei Davi, havia falecido e havia contenda sobre se Salomão deveria ser o rei. As decisões que afetavam o bem-estar do seu reino exigiam ação por parte de Salomão. Entretanto, ele sabia a quem recorrer, como seu pai o havia instruído: “...conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária...” (1 Crônicas 28:9, citação 5). Em espírito de oração Salomão conversou com Deus, que pergunta o que Salomão deseja. Este lhe pede um “coração compreensivo”. Ciência e Saúde nos informa que: “Não tendo outros deuses, não recorrendo a nenhuma outra mente para o guiar, senão à única Mente perfeita, o homem é a semelhança de Deus, puro e eterno, e tem aquela Mente que havia também em Cristo” (p. 467, citação 10). Salomão deve ter compreendido algo a respeito do fato de que, refletir melhor a semelhança de Deus permitiria que ele fosse um rei melhor. Seu pedido por compreensão, em vez de riquezas ou a morte de seus inimigos, mostrou onde seu pensamento estava. Isso não somente o abençoou, como também abençoou todo o seu reino.

Na última seção da Lição, encontramos partes das três cartas escritas pelo apóstolo Paulo. Em suas cartas aos Filipenses e aos Coríntios, Paulo estava se dirigindo às comunidades que ele havia visitado anteriormente; ao passo que a carta aos Romanos foi enviada antes de sua primeira visita a eles. Apesar das diferenças no relacionamento com os destinatários, Paulo enfatizou a importância de se ter uma única mente entre os membros da comunidade dos seguidores de Jesus. Ciência e Saúde ecoa esta necessidade: “Deve-se compreender bem que todos os homens têm uma e a mesma Mente, um e o mesmo Deus e Pai, uma e a mesma Vida e Verdade e um e o mesmo Amor” (p. 467, citação 28). Essa compreensão provê: “o fundamento da fraternidade cristã” (ver p. 276, citação 29), o tipo de fraternidade onde nós nos conhecemos uns aos outros como filhos de Deus.

Esta lição nos assegura que a “ ‘Mente... que houve também em Cristo Jesus’ ” (Ciência e Saúde, p. 243, citação 25) está presente agora, provendo-nos de tudo o de que necessitamos para vencer os desafios da atualidade.

Brian Hall participa do programa de treinamento da capelania militar de A Igreja Mãe e estuda teologia na Universidade de Boston.

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