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O poder do Princípio, não da Pessoa

A Lição Bíblica da semana de 22 a 28 de fevereiro, intitulada “Cristo Jesus”, enfatiza o poder do Princípio divino, Deus, e não o poder de Jesus como pessoa. Ciência e Saúde explica que Jesus “....ensinou a seus seguidores que a religião que apresentava tinha um Princípio divino, que expulsaria o erro e curaria tanto o doente como o pecador.” (p. 136, citação 14). Essa Lição deixa claro que podemos contar com esse Deus, ou Princípio, que cura e salva em todos os aspectos de nossa vida.

As obras de cura de Jesus foram demonstrações do poder de Deus, e os discípulos de Jesus e seus seguidores demonstram hoje esse mesmo poder divino.

Em uma ocasião, os discípulos questionaram Jesus com relação à razão pela qual eles não estavam curando da maneira como ele curava. Sua resposta foi muito direta. Ele disse: “...Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará...” (Mateus 17:20, citação 11). A semente da mostarda é uma das menores sementes em Israel, e a comparação seria entendida por todos os discípulos. Em outras palavras, não era por que Jesus tinha poderes especiais provenientes de Deus; qualquer pessoa que tivesse um grau mínimo de fé no Princípio que ele ensinava poderia remover montanhas.

Palavras tais como: crença, fé, compreensão e Princípio são analisadas em Ciência e Saúde, na Seção III. Por exemplo, Ciência e Saúde diz: “A fé que progrediu até se tornar compreensão espiritual, é a evidência obtida do Espírito, a qual reprova o pecado de toda espécie e estabelece as reivindicações de Deus” (p. 23, citação 10).

A igreja de Jesus estava fundamentada no Princípio divino, não em pessoas. Certa vez, ele e seus discípulos estavam indo para “as bandas de Cesaréia de Felipe” (Mateus 16:13, citação 14), local esse que, provavelmente, com uma tradução mais acurada, poderia ser chamado de “distrito de Cesareia de Felipe” ( Revised Standard Version [ Versão Padrão Revisada]). Cesareia de Felipe é uma das regiões mais luxuriantes e belas de Israel e é uma das duas principais nascentes do Rio Jordão, que brota de uma caverna ali nos arredores e flui sobre a superfície lisa das rochas em todas as direções. Há uma parede alta de rocha, onde se acredita que havia um altar ao deus grego Pan. Para o lado nordeste fica o Monte Hermon. Mesmo quando se visita Cesareia de Felipe hoje, o cenário parece ensejar o mesmo tipo de conversa importante que Jesus teve ali com seus discípulos.

Ele lhes perguntou: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” Pedro declarou que era o Princípio que estava por trás de todas as atividades de Jesus, quando disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus respondeu: “...tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16: 13, 16, 18, citação 14). Com as grandes formações rochosas espalhadas ao redor deles, não poderia ter havido um cenário mais apropriado para essa declaração! Ciência e Saúde destaca: “[Jesus] Trabalhou para orientá-los, a fim de que pudessem demonstrar esse poder como ele o demonstrou, e compreender o Princípio divino desse poder.” (p. 25, citação 6). As qualidades que Jesus expressava constituem o princípio Cristo ao qual seus seguidores precisam dar continuidade, agora e para sempre. A percepção de Pedro a respeito desse fato deve ter sido muito gratificante para Jesus.

Esse poder divino, intrínseco na vida de Jesus, foi mais bem compreendido depois de sua ressurreição e ascensão. Ele disse aos discípulos: “...aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (João 14:12, Texto Áureo). Os discípulos começaram a perceber que é o Cristo, a compreensão do Princípio, e não pessoas, o que cura.

Após a ascensão de Jesus, eles se volveram a esse poder divino e descobriram que a cura era parte da experiência deles também. Pedro disse ao homem coxo à porta do templo: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome (natureza, Princípio) de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” A continuação da história está relatada de maneira vívida: “...de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus.” (Atos 3: 6, 8, citação 18)

Pedro apelou para o Princípio que sustentava as obras de cura de Jesus e esse Princípio estava disponível, muito embora o próprio Jesus não estivesse mais presente. Hoje, compreendemos a importância e o valor da vida de Cristo Jesus, mas ainda é o Princípio que sustentava sua vida e obras que está vivo para todos nós. Ciência e Saúde declara: “A cura física pela Ciência Cristã resulta hoje, como no tempo de Jesus, da operação do Princípio divino, ante o qual o pecado e a doença perdem sua realidade na consciência humana e desaparecem tão natural e tão necessariamente como as trevas dão lugar à luz, e o pecado cede à reforma” (p. xi, citação 8). A Ciência do Cristo que Jesus praticou continua ainda hoje para todos que queiram compreendê-la e usá-la.

Beth é Praticista da Ciência Cristã e mora em Elsah, Illinois, EUA.

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