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Deus – a verdadeira Mãe

Crédito: © Cortesia de Solange Cravo Silveira

É muito comum as pessoas usarem as expressões: “meu filho, minha filha”, o que revela um grande sentimento de posse e de responsabilidade que a humanidade nutre por entes queridos.

Contudo, gosto de pensar que Deus é o Pai e a Mãe, o verdadeiro progenitor de todos. A incumbência de cuidar e orientar uma criança se torna harmoniosa, quando compreendemos que estamos a serviço de Deus, fazendo a Sua vontade.

Muitas vezes nos deixamos inebriar com a sensação de posse desses seres encantadores que são os filhos. Posamos de donos e logo esquecemos que nossa missão verdadeira e mais importante é a de sermos representantes de Deus no exercício da maternidade ou paternidade. Começamos então a planejar o futuro dos filhos, suas carreiras, seus casamentos (de preferência com um filho ou filha de um amigo ou conhecido) e a pensar: “ninguém conhece meus filhos melhor do que eu”.

Esquecemos a cláusula elementar e, inconscientemente, tentamos usurpar um poder que pertence a Deus. Quanta preocupação nos seria poupada, se depositássemos nossa confiança inteiramente no Todo-Poderoso e no Cristo, que fala diretamente à consciência humana, elevando o pensamento e harmonizando situações!

Na época em que tinha dois filhos jovens em casa, eu me preocupava muito com eles, pois parecia que não ouviam nem seguiam meus conselhos. Entretanto, muito me ajudou o relato bíblico em que Isaque abençoa a Jacó e a Esaú (ver Gênesis 27) no qual, a meu ver, Rebeca, esposa de Isaque, percebe a habilidade de Jacó, o filho mais moço do casal, para conduzir o povo de Israel. Da mesma forma, a conduta de Esaú mostrava que ele não se importava em se preparar para exercer o cargo que lhe estava reservado por ser o primogênito. Rebeca combinou com Jacó para que ele recebesse, no lugar de Esaú, a bênção de Isaque.

Esaú, ao perceber que fora enganado, ficou tomado de ódio contra o irmão e planejava matá-lo. Seguindo o conselho de sua mãe, Jacó partiu para as terras de seu tio Labão, e lá viveu por muitos anos, longe de sua mãe, que tanto o queria por perto. Por sua vez, Esaú se retirou para as terras de Ismael e tomou por esposa moças de outras tribos. Assim, Rebeca perdeu seus dois filhos em um só dia.

O sentimento de posse pode ainda hoje levar muitas pessoas a, sem querer, planejar e manipular entes queridos, impondo-lhes até mesmo suas “sábias decisões”. Por isso, para me certificar de que deixo a vida de meus filhos inteiramente aos cuidados de seu Pai-Mãe Deus, apoio-me nesta passagem de Ciência e Saúde: “Na Ciência o homem é o descendente do Espírito. O belo, o bom e o puro constituem sua ascendência. Sua origem não está no instinto bruto, como a origem dos mortais, e o homem não passa por condições materiais antes de alcançar a inteligência. O Espírito é a fonte primitiva e derradeira de seu ser; Deus é seu Pai, e a Vida é a lei de seu ser” (p. 63). Gosto também de pensar que Deus se comunica diretamente com todos os Seus filhos. Essa comunicação é constante, ativa, e não necessita de “intermediários”.

Repousemos nessa confiança irrestrita, cuidando para não interferir no inquestionável comando de Deus, que provê somente o bem para Sua criação.

Solange é Praticista da Ciência Cristã em Florianópolis, SC.

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