Caroço eliminado pelo crescimento espiritual
Gary A. Jones
Há alguns anos, um caroço relativamente grande e doloroso apareceu em minha garganta, quase que do dia para a noite. O ato de engolir e comer tornava-se cada vez mais difícil, e me pareceu ser uma séria ameaça à minha saúde e à minha vida. Como Cientista Cristão desde a infância, já vivenciei muitas curas que demonstraram o poder e a presença de Deus, e aquele quadro não condizia com o que eu sabia ser verdadeiro, o de que o homem é, por natureza, espiritual e harmonioso, ternamente cuidado por um Deus amoroso; ele não é um mortal vulnerável a forças físicas destrutivas.
Então, comecei a orar a Deus para compreender melhor a minha verdadeira natureza, que é espiritual, o que se tornou minha principal atividade durante os cinco dias seguintes. Pedi também a um amigo, que é um experiente Praticista da Ciência Cristã, para me dar um tratamento específico por meio da oração e me indicar algumas referências para estudo. Ele me sugeriu apenas esta citação de Ciência e Saúde: “Não permitas que coisa alguma, a não ser Sua semelhança, permaneça no teu pensamento” (p. 495).
Percebi ser impossível manter algo em meu pensamento que não fosse conhecido por Deus. A Ciência Cristã explica que nosso Pai-Mãe Deus é exclusivamente bom, e é a única Mente ou consciência que existe ou pode existir. Uma vez que Deus não cria nem conhece anormalidade de qualquer espécie, como imagem e semelhança de Deus, eu também não poderia conhecê-la ou vivenciá-la. Raciocinei que, sem ter um lugar na consciência, a anomalia não poderia ser encontrada em mim, e que o aparecimento de um nódulo só poderia ser uma ilusão.
À medida que orava, mantive-me atento para evitar cair na armadilha do “charlatanismo mental”, ou seja, tratar a anomalia como real e tentar curá-la. Essa abordagem não funciona, como Ciência e Saúde explica: “É tratamento mental errôneo fazer da doença uma realidade — considerá-la como algo que se vê e se sente — e depois tentar curá-la pela Mente. ... A prática mental, que considera a moléstia uma realidade, fixa a doença ao paciente, e esta talvez apareça sob uma forma mais alarmante” (p. 395).
A abordagem metafísica cristã para a cura é compreender que estamos simplesmente expulsando mentiras sobre a perfeita imagem e semelhança de Deus (você e eu). Passei a ver o caroço como uma falsidade tentando me persuadir de que o homem é uma identidade material separada de Deus, sujeita a determinadas condições e doenças. Recusei-me a crer nessa mentira. Em vez disso, reconheci o relacionamento inseparável de Deus com o homem, e fui especialmente atraído a esta descrição sobre esse vínculo eterno: “...o Amor desposado com a sua própria idéia espiritual” (Ciência e Saúde, p. 575).
Abandonei a tentativa de mudar ou de me livrar de algo e, ao invés disso, concentrei-me em uma melhor compreensão a respeito da minha verdadeira natureza como imagem e semelhança de Deus.
A estrofe de um hino foi especialmente útil para volver meu pensamento rumo à verdade espiritual:
Não sei de outra vida,
Ó Deus, exceto em Ti;
...
Teu ser é liberdade,
Da morte salvo sou.
(Hinário da Ciência Cristã, 135)
Neguei que tivesse “outra vida”, ou uma consciência dividida entre uma criada e controlada por Deus e outra criada e controlada pela matéria. Recusei-me a me ver separado daquilo que Deus, a Vida, manifesta eternamente em mim, como Sua semelhança: a pureza, a liberdade, a saúde e o funcionamento correto.
O efeito foi um choque profundo no pensamento, uma purificação, uma limpeza e um novo senso de clareza. Também obtive a convicção de que minha ascendente Prática Pública da Ciência Cristã não poderia ser impedida de evoluir, e que, na verdade, essa experiência só poderia fortalecer minha prática.
Em duas ocasiões, disse ao praticista que, mentalmente, sentia-me curado, embora não houvesse nenhuma mudança em minha condição física. Perguntei-lhe o que eu poderia fazer para quebrar a resistência.
Ele recomendou que eu estudasse as inúmeras declarações imperativas que se encontram entre as páginas 390-393 de Ciência e Saúde, tais como: “Contradize mentalmente toda queixa do corpo...” (p. 391).
Quando fiz isso, senti como se estivesse me exercitando em uma “academia de levantamento de peso mental”. Isso foi tão revigorante e fortalecedor que fui curado após estudar apenas dois terços das declarações.
Logo pela manhã, cinco dias após o caroço ter aparecido pela primeira vez, a dor e o medo se foram repentinamente. O caroço começou a diminuir até que sumiu completamente, três semanas depois.
Foi ótimo libertar-me da dor, mas o mais importante foi sentir em meu pensamento uma nova libertação da crença de que a vida pudesse ser material. Também adquiri um senso valioso da minha união com Deus.
Sou muito grato à descoberta que Mary Baker Eddy fez da Ciência Cristã e por A Igreja Mãe, por suas atividades e pelos seus membros, que compartilham essa Ciência com o mundo.
Gary é Praticista da Ciência Cristã e mora em Brookline, Massachusetts, EUA.



