Kathy Fitzer
Este poderoso convite para ascendermos ao monte da revelação e contemplarmos o reino sagrado do Deus vivo aparece tanto no começo como no final da Lição Bíblica da Ciência Cristã da semana que vai de 22 a 28 de março, intitulada, “A realidade”. A experiência ensina que nossa visão se expande à medida que abandonamos o vale e galgamos a montanha. Ao longo de toda esta Lição, vemos exemplos daqueles que são chamados a se elevar cada vez mais alto, ou seja, a habitar “no esconderijo do Altíssimo” (Salmo 91:1, Leitura Alternada), a fim de receber a mensagem divina de salvação. Ciência e Saúde faz a contundente pergunta: “De um ponto de vista material, ‘Porventura desvendarás os arcanos de Deus?’ ” (p. 551, citação 4). Encontrei a resposta nesta passagem: “Temos de inverter o rumo dos nossos fracos adejos — nossos esforços por achar vida e verdade na matéria — e elevar-nos acima do testemunho dos sentidos materiais, acima do mortal, até a ideia imortal de Deus” (p. 262, citação 5).
Por meio dos exemplos de Moisés, Eliseu, Jesus e João, o Revelador, aprendemos a maneira de poder contemplar o reino de Deus, a Nova Jerusalém, mesmo enquanto habitamos na terra. É encorajador compreender que em cada um desses exemplos bíblicos, a visão inspirada da presença de Deus veio durante um tempo de provação. Enquanto os israelitas lutavam para manter sua fé no deserto, Moisés recebeu um esboço da aliança de Deus com o homem, ou seja, uma declaração de Sua supremacia, uma garantia de Seus cuidados e uma exigência de obediência e lealdade (ver Seção I). Qundo estavam cercados pelo exército sírio, Eliseu e seu servo tiveram seus olhos abertos para ver os carros de fogo de Deus e vivenciar Sua proteção(ver Seção III). Jesus abriu os olhos de um homem cego e conclamou as pessoas a abandonarem as trevas da carne e serem a luz do mundo (ver Seções IV e V). O Revelador viu “a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” enquanto estava exilado na ilha de Patmos (Seção VI).
A obediência ao mandamento de Deus para sermos puros e adorá-Lo com exclusividade está no âmago da salvação prometida e de uma visão clara da realidade. O Salmista responde à pergunta: ”Quem subirá ao monte do Senhor?” ou “Quem há de permanecer no seu santo lugar?” com: “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Salmo 24:3,4, citação 6). Ciência e Saúde explica: “A purificação do sentido e do eu é prova de progresso” (p. 323, citação 10).
Após ouvir o chamado para subir ao topo do Monte Sinai, Moisés entregou a mensagem de Deus aos filhos de Israel: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20:3, citação 3). Séculos após Moisés ter proferido os Dez Mandamentos aos hebreus, Isaías foi inspirado a revelar a promessa de Deus de salvação para todos que escolhessem obedecer-Lhe: “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Isaías 45:22, citação 5).
A profecia de Isaías está relacionada à iminente destruição de Jerusalém e seu templo e o eventual retorno a Israel dos exilados na Babilônia. Quão encorajador deve ter sido receber a promessa de que, apesar das aparências, o Senhor estabeleceria um governo justo sobre uma Jerusalém segura e pacífica. Em meio à agitação política, o povo tinha de aprender que, se eles quisessem sobreviver, teriam de confiar em que Deus os livraria, e não em qualquer aliança política. Embora fosse um agente involuntário de Deus, Ciro, o rei da Pérsia, foi chamado a “elevar-se ainda mais” para libertar os israelitas de seu cativeiro na Babilônia. Deus lhe diz: “Eu o equipei para a batalha, embora você sequer me conheça, para que todo o mundo, desde o oriente até o ocidente, saiba que não existe nenhum outro Deus. Eu sou o Senhor e não há nenhum outro” (Leitura Alternada, Isaías 45:5,6, New Living Translation [Nova Tradução Viva]).
Cristo Jesus foi o Salvador prometido, cujos ensinamentos e obras de cura nos equiparam para que pudéssemos cumprir nosso propósito de cura. Ele conclamou seus discípulos, ou seja, todos nós, a segui-lo rumo acima no “caminho da Vida pela demonstração” (Ciência e Saúde, p. 25, citação 22). Ele esperava que nós curássemos como ele o fazia e que fôssemos a luz no topo do monte e que não pode ser escondida.
Esta Lição atua como um mapa rodoviário, indicando as qualidades de pensamento necessárias para atendermos, de forma eficaz, ao chamado: “Eleva-te cada vez mais”. É o sentido espiritual que eleva nossa consciência, cada vez mais alto, para nos revelar a realidade de que Deus é Tudo-em-tudo. A partir dessa posição vantajosa elevada, podemos contemplar a eterna habitação de Deus. A Lição nos ensina a ter um único Deus e a purificar o pensamento, a fim de deslocar nossa visão da terra para o céu, da matéria para o Espírito, e assim nos libertar de todas as limitações da corporalidade, para que possamos contemplar a realidade.
Katherine R. Fitzer é Praticista da Ciência Cristã e mora em Saint Louis, Missouri, EUA.