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Pesquisa - Inspiração - Cura

Firme sobre a rocha

A Lição Bíblica da Ciência Cristã da semana do dia 15 a 21 de março, intitulada “Matéria”, ensina que o único poder é o Espírito, ou Deus, e enfatiza que o único fundamento sobre o qual vale a pena construir é a confiança no Espírito.

À medida que a Lição desenvolve o tema, há muitas referências ao significado espiritual de rocha, simbolizando a presença de Deus como um fundamento inabalável. Em contraposição, a Lição mostra a imprudência de se construir sem essa rocha, ou sem a presença de Deus, fazendo referência ao pensamento finito, baseado na matéria. Isso se relaciona, de forma interessante, às areias movediças sobre as quais Cristo Jesus alerta as pessoas a não construírem suas casas (ver Mateus 7:25, citação 13).

Na Leitura Alternada, a interpretação feita por Daniel do sonho de Nabucodonosor estabelece o significado espiritual de pedra (ver Daniel 2:34, 35). De acordo com o livro de Daniel, o rei Nabucodonosor teve um sonho bizarro, cujo significado ele desejava entender. Os sonhos eram muito importantes nas culturas antigas do Oriente Médio. Os chamados sábios (astrólogos, mágicos e adivinhos) infelizmente não conseguiram interpretar o sonho para o rei, portanto, Daniel se apresentou e disse ao rei que Deus havia revelado o significado para ele.

No sonho do rei, havia uma estátua feita de quatro tipos de metal que decresciam em valor, cada um deles representando um império diferente. Embora o reino do rei Nabucodonosor fosse representado pelo mais fino metal, o ouro, ele fica sabendo que a estátua inteira será destruída por uma pedra que, cortada sem o auxílio de mãos humanas, atinge os pés da estátua (ver Daniel 2:34, Leitura Alternada). Essa pedra representa o poder e a presença de Deus, a qual se transforma em uma grande montanha. É interessante notar que todos os impérios representados na estátua constituíam sociedades politeístas, criadoras de ídolos, e que o fundamento, ou os pés da estátua, era feito de barro, provindo daí seu ponto fraco.

O público ao qual essa história foi endereçada originalmente era composto por judeus que viviam sob o governo opressivo do líder selêucida, Antióquius IV, (que devastou Jerusalém ao redor de 175-164 antes da era cristã [Wikipedia.org]). O barro, que simboliza o reino desse rei, é uma substância manufaturada e representa a autoassertividade da humanidade, ou seja, o desejo humano de controle e poder. Na interpretação de Daniel, esse tipo de autoassertividade rui diante da presença e do reino do único Deus.

A história da torre de Babel na Seção II continua a mostrar que construir sobre um fundamento de medo e ganância, isto é, sobre o testemunho do sentido material, destina a construção à ruína (ver a descrição de Babel em Ciência e Saúde, p. 581, citação 8). No relato, as famílias (descendentes de Noé) se unem em seu desejo de construir uma cidade e uma torre para que possam celebrar seu próprio nome e não serem espalhadas pela terra (ver Gênesis 11:1-9, citação 7). Parece que o motivo para a construção é o desejo de segurança e poder, como também o medo de perder essas coisas. Um pouco antes, na história do Gênesis, Deus havia dito ao homem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra...” (ver Gênesis 1:28), portanto, eles vão essencialmente contra a ordem criada por Deus, por querer permanecer em um único lugar. O desejo de grandeza deles efetivamente diminuía o papel que Deus lhes havia designado. O povo fez tijolos de pedra, deixando Deus, em certo sentido, fora do cenário e não confiando nEle para o que precisassem. Em oposição a isso, o Salmista cantou: “Sê tu para mim uma rocha habitável...” (Salmo 71:3, citação 9).

A Lição também inclui duas histórias de apoio provenientes do Evangelho de Mateus: uma delas descreve o Cristo como a pedra angular (ver Mateus 21:42, citação 16, que é uma citação do Salmo 118:22, 23). Esses relatos mostram que a vida de Jesus estava construída sobre um fundamento espiritual.

No primeiro relato, Jesus cura o homem cego e surdo e os fariseus declaram que ele “não expele demônios senão pelo poder de Belzebu” (ver Mateus 12:22-28, citação 15). Belzebu significa “senhor das moscas” e é um insulto calunioso, associando o homem ao paganismo. Os críticos de Jesus diziam que ele servia a seus próprios interesses, mas a maioria das pessoas aceitava o fato de que ele agia por amor. Esse puro amor mostra a confiança de Jesus em Deus e seu desprezo pelo testemunho dos sentidos materiais.

Na Seção V, o relato de Jesus caminhando sobre as águas reforça ainda mais seu desprezo pelas leis materiais e mostra que nosso único fundamento confiável é Deus, o Espírito (ver Mateus 14:22-32, citação 18). Ciência e Saúde declara que: “Precisaremos abandonar os fundamentos dos sistemas materiais, por muito que o tempo os tenha consagrado, se quisermos ter o Cristo como nosso único Salvador” (p. 326, citação 28).

Há muitas passagens na Lição desta semana que mostram como a fé na matéria e nos sentidos materiais prova que eles se constituem em um fraco fundamento, limitando nossa identidade como filhos de Deus. O exemplo de Jesus mostra como a vida pode ser construída no Amor que é substancial e Ciência e Saúde descreve isso como um processo pelo qual a compreensão: “...[muda] os pontos de vista acerca da vida e da inteligência, de uma base material para uma base espiritual...” (p. 322, citação 30). Essa é a nossa rocha verdadeira, um fundamento inabalável.

Christa Kreutz fez mestrado em Estudos Teológicos e mora em Saint Louis, Missouri, EUA.

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