Lyle Young
No que tange à Ciência Cristã, o Brasil é um campo desenvolvido e vibrante. As perguntas feitas durante os seminários realizados em quatro cidades refletiram isso. Uma das perguntas em São Paulo foi: como podemos ajudar uma pessoa, por meio da oração, se ela estiver fazendo fisioterapia ou recebendo outra forma de tratamento?
O Amor divino é o que motiva os praticistas da Ciência Cristã, que não têm de seguir nenhuma regra rígida, mas são orientados pela Bíblia e pelos escritos de Mary Baker Eddy. Às vezes, porque é motivado pelo Amor divino, um praticista precisa explicar que o fundamento da Ciência Cristã (de que o filho de Deus é inteiramente espiritual) é incompatível com outros sistemas de cura, os quais nos ensinam que somos físicos ou um misto de espírito e matéria.
Suponhamos que uma senhora, cujo médico tenha prescrito pílulas para um problema no coração, ligasse para mim pedindo ajuda pela Ciência Cristã. Seria correto que eu ajudasse essa pessoa por meio da oração, enquanto ela estivesse tomando o medicamento?
A senhora está confiando na matéria, sob a forma de pílulas, para evitar um problema. Entretanto, no tratamento que dou pela Ciência Cristã, afirmo que Deus é Espírito infinito e que a matéria não tem nenhuma existência e, portanto, nenhum controle sobre essa filha de Deus. Em outras palavras, eu estaria negando exatamente o poder do recurso no qual essa senhora confia. Seria isso ético?
Não seria isso um pouco semelhante a chutar a cadeira onde a senhora está apoiada com todo o seu peso? Logicamente, a situação seria diferente se ela decidisse que não queria se apoiar nessa cadeira, mas que, em vez disso, desejasse ser tratada pela Ciência Cristã.
Um praticista é sempre impelido pelo desejo de expressar o Amor divino. Portanto, mesmo se, por razões éticas, eu não tratasse essa senhora, ainda assim eu poderia encorajá-la, compartilhar passagens bíblicas com ela ou mesmo visitá-la no hospital. Eu não a estaria tratando pela oração, mas manifestando o Amor, que, em si e de si mesmo, está sempre curando e apoiando as outras pessoas ao tomarem decisões quanto ao tratamento de saúde que seja correto para elas, em um determinado momento. Mary Baker Eddy escreveu em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Jesus via na Ciência o homem perfeito, que lhe aparecia ali mesmo onde o homem mortal e pecador aparece aos mortais. Nesse homem perfeito o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes” (p. 476).
O próximo país será novo para mim — Portugal.