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Pesquisa - Inspiração - Cura

Tragédia na Noruega: Onde está o amor que toma conta de todos nós?

Na sequência dos efeitos fatais do atentado a bomba e do tiroteio ocorridos na Noruega na sexta-feira, dia 22/07, esta pergunta está certamente repercutindo desde o centro de Oslo até os confins mais remotos do globo, penetrando até o fundo do coração de muitos que desejam acreditar em um Deus inteiramente bom, mas que estão lutando para fazê-lo após essa tragédia.

Onde está o Amor divino que toma conta de todos nós? Às vezes, “em toda parte” soa como uma resposta fácil demais. Para muitos, a onipresença de Deus não está em dúvida. Mas a rudeza gritante das exceções, que parecem confirmar que não existe nenhum governo divino, faz com que pareça muito mais difícil de acreditar.

Onde está o Amor que toma conta de um e de todos? Esse é o Amor que Jesus provou realmente existir, que ele mostrou que tem potência e por meio do qual ele curava. Ele restaurou corpos combalidos, revigorou corações quebrantados, reviveu a esperança agonizante. Ele até mesmo atravessou o limiar chamado morte somente para provar que ela não é o vazio permanente que um sentido material assustado das coisas concluiu ser. Ao compreender o relacionamento espiritual indelével entre Deus e Sua criação incorpórea, despertamos de uma convicção profundamente equivocada de vida e morte na matéria.

No exemplo de Jesus do bem vencendo o mal, vemos o Amor, que toma conta de todos nós, e a continuidade divina da Vida, triunfando sobre a morte. Jesus não está mais aqui para nos dar as lições espirituais que dava pessoalmente aos seus discípulos imediatos. Mas ele demonstrou para todas as épocas, que existe algo mais do que a vida material, tanto para si mesmo como para todos: a existência espiritual incessante. Existe o Cristo, o espírito da Vida e do Amor, que animava a Jesus, que até mesmo a violência terrível de uma crucificação injusta não poderia enterrar para sempre.

Mary Baker Eddy, a Fundadora da Ciência Cristã, descreveu a importância de se compreender o que a experiência de Jesus provou para nós: “Quando o ser espiritual for compreendido em toda a sua perfeição, continuidade e poder, então o homem será visto na imagem de Deus. ...então o homem será visto na semelhança de Deus, perfeito como o Pai, indestrutível na Vida, oculto ‘juntamente com Cristo, em Deus’ — com a Verdade no Amor divino, onde o sentido humano nunca viu o homem” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 325).

Aqui, “homem” significa todos os homens, mulheres e crianças. Significa a identidade espiritual individual de todos aqueles que desejamos tanto ver, mas que não mais podemos. Entretanto, encontramos conforto na compreensão da natureza única e eterna de cada amigo querido, colega de trabalho ou membro da família, que nosso coração deseja abraçar, com quem desejamos conversar, caminhar, cantar, dançar, dar risada, cozinhar e fazer as refeições juntos, mas não podemos.

Não, o Amor que toma conta de todos nós não pode nos devolver o toque humano que ansiamos sentir em particular. Mas Jesus nos mostrou que o Amor realmente continua a cuidar de todos, mesmo quando os perdemos de vista. O Amor, que toma conta de todos, continuará também a cuidar daqueles deixados a lamentar suas perdas. Não somente com o consolo espiritual, que penetra a escuridão com vislumbres da luz espiritual, mas com a evidência prática do bem em nossa vida, tomando novas formas que podem ecoar de novo as qualidades que amávamos naqueles que não estão mais presentes diante de nossos olhos.

Na sequência de uma tragédia da escala do assassinato em massa na Noruega, chocantemente inesperado, existem necessidades práticas políticas e legais. Há necessidades emocionais e físicas.

Para muitos, se não para todos, desde a Noruega até a Carolina do Norte, existe a necessidade de se saber que verdadeiramente existe um Amor divino, cuja ternura infinita e afeição imorredoura cuidam de todos nós, continuamente. Jesus provou para nós que esse Amor realmente existe.

Este artigo foi inicialmente publicado em The Christian Science Monitor, no dia 25 de julho de 2011.

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