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Pesquisa - Inspiração - Cura

O que há em um nome?

Muitas pessoas hoje em dia citariam as palavras de Julieta na peça de Shakespeare Romeu e Julieta: “O que há em um nome?” para desvalorizar a importância dos nomes. Os antigos, entretanto, levavam os nomes a sério, pois acreditavam que o nome de um homem descrevia sua própria essência.

A Lição Bíblica da semana de 26 de dezembro de 2011 a 1° de janeiro de 2012, intitulada “Deus”, não deixa nenhuma dúvida de que especialmente os filhos de Israel levavam o nome de Deus muito a sério. Eles consideravam que uma violação do Quarto Mandamento de Deus, a de tomar Seu nome em vão, não era nem um pouco menos séria do que o mandamento que proibia matar ou cometer adultério. Cristo Jesus também santificava o nome de Deus (ver Mateus 6:9, citação 16). Tal reverência é digna de ser lembrada nesta época. A resolução de proferir Seu nome, verbal ou silenciosamente, com uma compreensão espiritual sobre quem Ele é, talvez seja a resolução mais poderosa de Ano Novo que possamos fazer.

Quando Deus revelou Seu nome a Moisés como “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14, citação 8), Ele declarou que Ele era o mesmo Deus que aparecera anteriormente a Abraão como “o Deus Todo-Poderoso” (Gênesis 17:1, citação 2), a Isaque e a Jacó durante sua luta em Peniel (ver Gênesis 32:24-29, citação 7). Deus prometeu a Moisés: “Em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei” (Êxodo 20:24, Texto Áureo). Mas não era apenas Seu nome que Ele desejava fosse lembrado. Era Sua natureza espiritual como o único Deus verdadeiro que responde a Seus filhos e os abençoa, quando eles se volvem a Ele.

Esses momentos em que Deus Se revelou a Abraão, Jacó e Moisés mudaram o curso da história para as gerações por vir. Mary Baker Eddy compreendeu os “gloriosos vislumbres” que esses patriarcas perceberam espiritualmente como um batismo “...na natureza divina, a essência do Amor” (Ciência e Saúde, p. 333, citação 12). Esses vislumbres batismais não somente revelaram a verdadeira natureza de Deus, como também verdadeira a natureza espiritual daqueles homens. O nome de Abrão se tornou Abraão e Jacó passou a se chamar Israel. O anjo de Deus disse a Jacó que “como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gênesis 32:28, citação 7).

Ciência e Saúde ensina que somente o que Deus conhece sobre nós, como Seu reflexo espiritual, constitui nossa verdadeira identidade ou nosso verdadeiro nome, por assim dizer: “O homem é tributário de Deus, o Espírito, e de nada mais. O ser de Deus é infinidade, liberdade, harmonia e felicidade ilimitada” (Ibidem, p. 481, citação 14). As bênçãos que nos advém da compreensão da nossa unidade espiritual com Deus são, como Ele, infinitas. Em Isaías, Deus declara: “derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” (44:3, citação 10).

A história de Jabez na Seção IV prova isso. Seu nome literalmente significa “fazer sofrer”, porque seu nascimento havia sido muito difícil para sua mãe. Jabez, que era “mais ilustre do que seus irmãos”, orou a Deus por bênçãos, prosperidade e proteção contra a maldição de seu nome. Embora seu nome não tenha sido mudado, o relato nos diz que “Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido” (1 Crônicas 4:9, 10, citação 11). Embora sua mãe tivesse dado a ele um nome ruim por ignorância da verdadeira natureza espiritual de seu filho como criação de Deus, Jabez compreendeu que podia recorrer a uma autoridade mais elevada, a Deus, para encontrar a libertação de tal rótulo. O poder de Deus dissolveu a maldição e restaurou a bênção.

Pouco antes de sua crucificação, Jesus humildemente declarou a Deus: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo” (João 17:6, citação 18). O que tal manifestação do nome de Deus parece? Isaías a descreve em termos de uma vida dedicada a “abrir[es] os olhos aos cegos [e] tirar[es] da prisão o cativo e do cárcere, os que jazem em trevas” (Isaías 42:7, citação 12).

Portanto, o que há em um nome? Um mundo infinito de significados e bênçãos quando esse nome é Deus.

Ann fez mestrado em Estudos Teológicos na Faculdade Emmanuel, da Universidade de Toronto.

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