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Pesquisa - Inspiração - Cura

Uma canção de louvor

Quão apropriado começar a Lição Bíblica da Ciência Cristã da semana que vai de 8 a 14 fevereiro, intitulada “Alma”, com uma canção de ação de graças e louvor a Deus, que é Alma, por Suas obras salvadoras entre todos nós. As citações de Salmos, na Leitura Alternada, captam o sentido bíblico da relação do homem com a Alma: Deus mantém nossa identidade, como também cada aspecto da nossa vida, sob seu poder. Esse senso de unidade do ser, o que somos e como vivemos, é o tema corrente em toda a Lição.

A Seção I nos leva direto ao ponto central: “Alma é sinônimo de Espírito, Deus, o Princípio infinito, criador e governante, que está fora da forma finita e que as formas só refletem” (Ciência e Saúde, p. 71, citação 4). Isso, juntamente com a certeza de que: “Deus expressa no homem a idéia infinita que se desenvolve eternamente, que se amplia e, partindo de uma base ilimitada, eleva-se cada vez mais” (p. 258, citação 5), evoca a visão hebraica de alma como uma maneira de ser, não algo para se ter.

A carta do Apóstolo Paulo aos cristãos em Corinto nos alerta para que, embora vivenciemos, ou seja, sejamos “batizados”, no cuidado providencial da Alma, esse fato, em si mesmo, não nos faz amar a Deus (ver 1 Cor. 10:1-7). Devemos nos volver a Deus, em completa confiança. O profeta Jeremias descreve, de maneira comovente, esse relacionamento com Deus, a Alma, quando menciona a Deus, como se Ele estivesse dizendo: “Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem... de todo o meu coração e de toda a minha alma... a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão” (Jeremias 32:28-41, 31:12, citações 7 e 8).

Em sua carta, Paulo se refere à experiência dos israelitas no deserto; e Jeremias foi um profeta do exílio. Ciência e Saúde salienta o valor de suas duras experiências, como também de nossos próprios desafios: “As dores dos sentidos são salutares, se desarraigam as crenças errôneas nos prazeres e transplantam as afeições do sentido para a Alma, onde as criações de Deus são boas e ‘alegram o coração’ ” (p. 265, citação 7).

Se aprendermos com as experiências dos personagens bíblicos, ou com nossas próprias experiências, a construir relacionamentos sólidos e felizes, todas as pessoas com as quais nos associarmos serão beneficiadas. Para nós, tornar-se-á claro que “A ambição isenta de egoísmo, os nobres motivos de vida e a pureza — esses elementos do pensamento, ao se associarem, constituem, individual e coletivamente, a verdadeira felicidade, força e permanência” (Ciência e Saúde, p. 58, citação 14).

As Seções IV até a VI analisam minuciosamente a cura, conforme Cristo Jesus nos demonstrou e mostram a importância de se desenvolver a própria salvação, ou seja, dedicando nossa vida a agradar a Deus, a Alma, como um servo no sentido em que a palavra é usada no livro de Isaías. Desde os tempos antigos, o servo no capítulo 42 (citação 14) veio para ser interpretado como o Messias, tanto por judeus como pelos cristãos. Jesus aceitou essa “canção do servo” como sua “descrição de trabalho” e no ministério de cura que ele fielmente cumpriu.

João Batista, que reconheceu Jesus como o Messias, foi preso logo após ter batizado Jesus e provavelmente nunca testemunhou o trabalho de cura de Jesus. Talvez essa tenha sido a razão pela qual João Batista necessitou da afirmação de Jesus a afirmação de que este era realmente o Cristo (ver Mateus 11:2-5, citação 15). Esta passagem em Ciência e Saúde faz a conexão da Alma com a autoridade do Cristo, conforme demonstrado por Jesus: “Tal como o grande Modelo, o sanador deve falar à moléstia como quem tem autoridade sobre ela, deixando que a Alma domine as falsas evidências que os sentidos corpóreos apresentam, e faça valer sua autoridade sobre a mortalidade e a moléstia” (p. 395, citação 19).

O tema do “servo” continua na Seção V, em que é ampliado e avaliado. No Salmo 147 (citação 17), a Palavra de Deus é Seu servo que percorre velozmente a terra. No Salmo 119 (citação 18), o salmista honra a Palavra e se refere a si mesmo como o “servo” de Deus, como aquele que deseja humildemente obedecer à Sua Palavra, aos Seus mandamentos, e pede a ajuda de Deus para fazê-lo.

Paulo, o mestre da retórica, lembra aos romanos que: “...outrora, escravos do pecado”, querendo dizer subservientes, sem controle. Mas que agora eles obedecem ao Cristo “de coração” (Romanos 6:17, citação 19). Ciência e Saúde confirma a obediência como uma forma de servir: “A Mente divina é a Alma do homem e dá ao homem domínio sobre todas as coisas” (p. 307, citação 20).

Esses conceitos estão resumidos nos dois mandamentos de Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10:27, citação 24). Ciência e Saúde amplia esse conceito desta forma: “O amor a Deus e ao homem é o verdadeiro incentivo, tanto para curar como para ensinar. ... Motivos justos dão asas ao pensamento e força e liberdade à palavra e à ação” (p. 454, citação 25). Isso nos traz de volta ao nosso ponto de partida: ao entender a alma, demonstramos quem somos espiritualmente.

Ginny Stopfel dá aulas de estudos bíblicos no Bible Study Seminars e mora em Rockport, Massachusetts.

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